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CBD: Alternativa viável para o tratamento de Parkinson

Postado em 05.13.2021
tratamento de parkinson

Graças à ausência de efeitos colaterais e de eventual dependência química, o tratamento com Cannabis medicinal surge como excelente alternativa no combate ao Parkinson, doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central 

Índice 
O que é Parkinson?
Sintomas de Parkinson
Tratamento tradicional 
Tratamento com Cannabis Medicinal 
A importância de um tratamento especializado 
O que é Parkinson?

O que é Parkinson?

Provocada pela redução intensa da produção de dopamina, a doença de Parkinson é uma doença degenerativa que, de forma crônica e progressiva, afeta o sistema nervoso central. 

A presença da dopamina, neurotransmissor cuja substância química ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas, auxilia nosso corpo a realizar os movimentos voluntários de forma espontânea. 

A ausência dessa substância compromete o controle motor do indivíduo. Logo, os sinais e sintomas característicos desse transtorno passam a ser apresentados. 

O envelhecimento surge como outro fator determinante: a morte gradativa das células nervosas, responsáveis pela produção de dopamina, faz com que, em um ritmo muito acelerado, haja manifestação do transtorno neurodegenerativo. 

O tratamento de Parkinson à base de Cannabis já é uma realidade entre aqueles que buscam uma alternativa que não só responda de forma satisfatória, mas também reduza efeitos colaterais e aumente qualidade de vida e bem-estar.

Sintomas de Parkinson 

Causada pela degradação de uma pequena parte do cérebro chamada substância nigra, a doença de Parkinson, mais comum em pessoas acima dos 60 anos, é caracterizada por uma série de sintomas motores, tais como: 

  • Lentidão dos movimentos voluntários (Bradicinesia)
  • Tremores
  • Instabilidade postural
  • Rigidez muscular.

Entre os sintomas não-motores, podem ser apresentados:

  • Transtornos psicóticos
  • Alteração do humor
  • Insônia
  • Intestino preso
  • Constipação
  • Ansiedade, estresse e tensão
  • Confusão mental
  • Demência
  • Depressão
  • Desmaios
  • Alucinações
  • Perda de memória

Com o agravamento do quadro, os sintomas acompanham limitações motoras ainda mais severas, tais como: 

  • Inclinação do corpo para frente
  • Passos mais curtos
  • Redução do movimento natural dos braços ao andar
  • Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar)
  • Tendência a babar
  • Dificuldade de engolir
  • Falta de expressão no rosto
  • Dores musculares (mialgia)
  • Dificuldade para iniciar um movimento, como começar a andar ou se levantar
  • Perda da motricidade fina (como dificuldades de escrever ou se alimentar)

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Tratamento tradicional 

O tratamento tradicional de Parkinson passa pelo uso de medicamentos prescritos sob supervisão médica. 

Embora não tenha cura, os sintomas da doença podem ser reduzidos. A reposição de dopamina é o principal objetivo do tratamento farmacológico. 

Além disso, por meio da ajuda de psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas, os pacientes podem buscar formas de reduzir o prejuízo funcional causado pelo Parkinson.

Tratamento com Cannabis medicinal 

Em 2009, um estudo liderado pelo pesquisador Antônio Waldo Zuardi, do Departamento de Neuropsiquiatria e Psicologia Médica, da USP de Ribeirão Preto, buscou avaliar a eficácia do tratamento com Cannabis medicinal em seis pacientes com Parkinson. 

Ao mesmo tempo que seguiam o tratamento tradicional, os indivíduos foram acompanhados durante quatro semanas sob uso de doses variáveis de CBD. No começo, com dose diária de 150mg, a mesma dosagem foi sendo aumentada a cada dia, conforme a resposta clínica apresentada. 

O uso do canabidiol resultou em redução significativa dos sintomas psicóticos dos pacientes, sem prejudicar a função motora, cognitiva ou provocar efeitos adversos, além de viabilizar outros benefícios em escala menor.

Também realizada pela USP, uma pesquisa publicada em 2014, liderada por Marcos Hortes Nisihara Chagas, professor titular do Departamento de Neurociência e Comportamento, avaliou o efeito do CBD em 21 pacientes com Parkinson que não apresentavam histórico de qualquer diagnóstico psiquiátrico. 

Os resultados apontaram uma melhora considerável dos aspectos funcionais e na sensação de bem-estar dos participantes com doses maiores de CBD.

Já em Israel, uma pesquisa da Universidade de Tel Aviv divulgada em 2017 testou o uso de CBD no combate dos sintomas motores e das dores causadas pelo mal de Parkinson em 20 pacientes.

Com base na aplicação de questionários e de testes sensoriais, os autores constataram ótima evolução das funções motoras, assim como uma diminuição da percepção de dor entre os pacientes envolvidos no estudo.

A importância de um acompanhamento especializado

Para garantir a eficácia de um tratamento com Cannabis medicinal, é importante contar com um minucioso acompanhamento especializado. Apesar de ainda haver poucos médicos prescritores no Brasil, já existem centros de excelência com esse foco.

Um deles é a Medicina In, onde você pode realizar consultas on-line com médicos especializados que poderão avaliar seu caso. Para agendar uma consulta, acesse o site.