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Dor crônica: como despertar desse pesadelo

Postado em 12.14.2020
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Nesse artigo, iremos aprender mais sobre:

O que está por trás da dor?

Você com certeza já deu uma topada de pé na quina de uma mesa, daquelas que causam uma dor latejante que até se alastra pela perna toda. Você se senta e começa a massagear o local contundido, aliviando um pouco a dor, que ainda assim continua incomodando por alguns minutos até sobrar apenas aquela sensação de machucado que pode durar várias horas, piorando quando você calça um sapato mais apertado ou mesmo resvala em qualquer objeto. Com o tempo e talvez a ajuda de um analgésico ou antiinflamatório, a dor vai melhorando até passar. E se não passar, esse é o alerta para procurar um médico, pois o machucado pode ter sido um pouco mais sério.

Na maioria das vezes, quando sentimos uma dor pontual causada por um trauma físico, doença metabólica ou mesmo traumas psicológicos, esse desconforto é passageiro e pode ser resolvido com um tratamento adequado da causa base que levou ao estímulo doloroso. Ou seja, se você está com um espinho cravado no pé, não basta apenas tomar um analgésico, é preciso retirá-lo de lá. Bom, por mais que isso possa parecer muito lógico, as coisas não são tão simples assim, pois existem dois tipos de pacientes que sofrem de dor crônica.

Diferentes tipos de dor crônica

1) PACIENTES PALIATIVOS
Pacientes que possuem alguma doença que não pode ser curada mesmo com as mais avançadas terapias médicas de hoje, como o câncer por exemplo, e que são tratadas em através da medicina paliativa, ou seja, que visa oferecer conforto e qualidade de vida em primeiro lugar.

2) PACIENTES COM DOENÇAS TRATÁVEIS
Pacientes de doenças que podem ser tratadas e que muitas vezes até já foram curadas (ou seja, que já arrancaram seus “espinhos”), mas cuja dor persiste ainda assim. Essas são pessoas que passam grande parte dos seus dias em sofrimento, usando diversos tipos de analgésicos e antiinflamatórios, chegando às vezes a usar remédios até mais fortes que podem viciar, mas mesmo assim continuam sentindo dor.

Para que serve a dor?

Para entender por que isso acontece e como podemos enfrentar essa questão, se faz necessário entender um pouco mais sobre a grande vilã dessa história: a dor. Antes de tudo, precisamos corrigir uma injustiça, pois de vilã, a dor em si não tem nada! Afinal, sem ela, não só a humanidade como também grande parte dos seres vivos já teriam morrido devido a traumas e infecções há muito tempo. A dor nada mais é do que um sinal de alerta. E quem alerta, amigo é (ou pelo menos, quase sempre).

Mas vamos voltar ao exemplo do dedo machucado: se não sentíssemos nada ao bater o dedo, poderíamos acabar com uma parte do corpo ferida, precisando de cuidados e proteção, mas não teríamos como saber disso. Sem a dor, continuaríamos a caminhar, usar calçados e talvez até bater com o mesmo dedo repetidas vezes até que a lesão se tornasse grave demais a ponto de nos fazer perder o dedo, o pé, a perna ou até a vida. Isso pode soar um pouco exagerado, mas vemos isso acontecer o tempo todo com pacientes diabéticos que perdem a sensibilidade das extremidades do corpo e acabam precisando amputar dedos e membros.

E os alertas da dor não se resumem aos traumas. Ela também é importante para sinalizar problemas metabólicos: no caso de um apêndice inflamado, por exemplo, sem aquela incômoda dor no abdome, você provavelmente nunca procuraria um médico a tempo de passar por uma operação em segurança. A dor também também é crucial para proteger o bom funcionamento das nossas funções vitais: após sofrer uma fratura no braço, por exemplo, mesmo com o membro engessado, é a dor que nos impede de sair batendo com ele por aí, atrapalhando sua recuperação.

A lista de funções da dor é imensa, e você com certeza já passou por muitas situações onde ela ajudou você a escapar de vários problemas piores. Junto com o medo, que também é injustamente visto como um grande vilão, a dor é uma das nossas principais aliadas evolutivas! Sem a dor, jamais teríamos chegado até aqui.

Mas se a dor é nossa amiga, por que ela é tão incômoda? Bom, se não fosse assim, ela não funcionaria como mecanismo de defesa e sim de recompensa. Ela só se torna nossa inimiga quando sua intensidade e frequência chegam a níveis altos demais para serem suportados.

Principais causas da dor crônica

  • Artrites, bursites e tendinites
  • Dor nas costas
  • Dor no pescoço
  • Fibromialgia
  • Dor muscular
  • Dor nos quadris
  • Neuropatía periférica
  • Neuropatia por diabetes
  • Dor pós operatória
  • Dor pós Herpes Zoster
  • Enxaqueca e outras dores de cabeça crônicas
  • Dores abdominais
  • Dores de causas ginecológicas

Além desses exemplos, existem muitas outras doenças que podem levar à dor crônica. Um ponto importante a ser notado aqui é a grande variedade das causas enumeradas nessa lista. Isso acontece porque, há pouco tempo, a dor passou a ser compreendida e estudada como não apenas um sintoma, mas uma patologia por si só, exigindo atenção e tratamentos dedicados exclusivamente a ela.

Afinal, o que é uma dor crônica?

Apesar de não haver um consenso em sua definição, a dor crônica é entendida hoje pela maioria dos profissionais como um incômodo que persiste por mais de 6 meses, mesmo após todos os devidos tratamentos da doença-base. Há autores que reduzem esse período para 3 meses, e outros ainda que dão prazos diferentes para cada tipo de doença.

Independente disso, a origem desse problema continua sendo seu principal mistério: por que uma determinada dor continua atrapalhando o paciente mesmo após sua causa ter sido tratada? Ainda não temos uma resposta exata, e muitos estudos estão sendo conduzidos atualmente para entender melhor a dor e os neurotransmissores envolvidos em sua transmissão, bloqueio ou atenuação. Outro fator importante que vem sendo estudado são as causas psicológicas que contribuem para a perpetuação da dor: mecanismos inconscientes de recompensa para a mente e corpo do paciente.

Justamente por ter tantas causas e mecanismos diferentes, o tratamento da dor exige abordagens terapêuticas e medicações muito específicas para cada caso. Fisioterapia, terapia ocupacional, psicoterapia, hidroterapia e acupuntura são muitas vezes ótimas opções para auxiliar no controle da dor. No lado medicamentoso, a dor pode ser tratada com analgésicos, antidepressivos, anticonvulsivantes, antiinflamatórios, corticoides e até mesmo terapias invasivas como bloqueios anestésicos nervosos. No entanto, nem todos os pacientes têm acesso ou podem fazer uso dessas abordagens, seja por alguma restrição ou mesmo por já terem passado por esses tratamentos sem sucesso. É por isso que formas alternativas de tratamento estão sendo cada vez mais usadas e empregadas com grande sucesso no controle crônico da dor.

O uso da Cannabis Medicinal contra dor crônica

Nas últimas décadas, imensos avanços vêm sendo feitos no uso da Cannabis Medicinal no tratamento de casos de dor crônica. Sendo uma solução relativamente nova no mercado, é importante desmistificar alguns pontos-chave sobre ela.

A Cannabis Medicinal pode ser muito útil no combate à dor crônica atuando em duas frentes principais: atenuando a neuropatia e reduzindo o potencial de inflamação. A neuropatia está ligada à danificação de terminações nervosas devido aos constantes estímulos de dor. Com a redução do patamar de dor no paciente, a Cannabis Medicinal permite que as terminações nervosas do paciente tenham um “descanso” necessário para serem regeneradas. A Cannabis também é altamente eficaz no combate à inflamação, uma das maiores causas responsáveis pela dor.

Além disso, devido à sua natureza, o tratamento com fitocanabinoide é muito menos invasivo para o corpo do que medicações anti-inflamatórias não esteroides (AINEs), que são eficazes, mas podem causar irritação no estômago e ao aumento do risco de úlceras além de sobrecarregar os rins.

Assim sendo, o tratamento com Cannabis Medicinal têm alcançado uma excelente eficácia contra enxaqueca, lesões pós-traumática, fibromialgia, dores nas articulações, nos músculos ou mesmo advindas do tratamento de câncer, sempre sem causar efeitos colaterais indesejáveis e gerar qualquer risco de dependência para o paciente.

Como encontrar um médico especializado?

Infelizmente, estima-se que apenas 1% dos 466 mil médicos no Brasil possuem especialização para prescrição de tratamentos com Cannabis Medicinal. Desse total, 42% estão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Felizmente, para resolver esse problema, surgiram nos últimos anos centros de excelência com médicos especializados. Um deles é a Medicina.In, onde você pode realizar consultas on-line em no máximo 48h com médicos especializados com anos de experiência que poderão avaliar seu caso. Para agendar uma consulta, acesse; www.medicina.in