Voltar

Depressão tem cura? Saiba como tratamento com CBD pode ajudar

Postado em 06.17.2021
Depressão tem cura

Depressão tem cura? Geralmente confundida com tristeza ou até ansiedade, este transtorno psiquiátrico crônico que atinge 300 milhões de pessoas no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser controlado por meio de tratamento com Cannabis medicinal 

Índice 
O que é Depressão?
Sintomas de Depressão
Tratamento tradicional 
Tratamento com Cannabis medicinal
A importância de um acompanhamento especializado 


O que é depressão?

A depressão é uma doença crônica, de natureza orgânica e psicológica, cujos principais sintomas são abatimento, desinteresse, desânimo e inércia e, às vezes, ansiedade.

Segundo dados da OMS, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com esta patologia. Trata-se de uma condição diferente, pois as variações de humor se tornam mais frequentes e as respostas emocionais aos desafios cotidianos da vida, mais demoradas. 

O quadro pode se tornar crítico quando há longa duração, intensidade moderada ou grave, causando ao indivíduo grande sofrimento, prejuízo ao desempenho no trabalho, na escola ou no ambiente familiar. Em casos extremos, pode levar ao suicídio.

Embora a depressão não tenha cura definitiva, deve ser acompanhada por um profissional (psicólogo ou psiquiatra) e controlada por meio de tratamentos que envolvem uso de medicamentos. 

Baseado em pesquisas científicas, o tratamento com Cannabis medicinal se apresenta como alternativa viável a este problema de saúde pública. 

Sintomas de Depressão

Para identificar um caso de depressão, o paciente pode apresentar dois ou mais dos sintomas descritos abaixo. Assim que houver identificação, um médico deverá ser procurado.  

O acompanhamento do especialista será fundamental para que sejam esclarecidas todas as dúvidas e, assim, haja um diagnóstico e tratamento adequados.

Com base nestas informações, esses profissionais estarão preparados para ajudar o paciente a retomar qualidade de vida, bem-estar e alegria. 

A depressão costuma apresentar sintomas emocionais e físicos, tais como: 

Emocionais

  • Apatia 
  • Falta de motivação 
  • Medos que antes não existiam 
  • Dificuldade de concentração 
  • Perda ou aumento de apetite 
  • Alto grau de pessimismo 
  • Indecisão 
  • Insegurança 
  • Insônia 
  • Falta de vontade de realizar atividades antes prazerosas 
  • Sensação de vazio 
  • Irritabilidade 
  • Raciocínio mais lento 
  • Esquecimento 
  • Ansiedade 
  • Angústia 
  • Vontade de morrer

Físicos

  • Dores de barriga 
  • Má digestão 
  • Azia 
  • Constipação 
  • Flatulência 
  • Tensão na nuca e nos ombros 
  • Dores de cabeça 
  • Dores no corpo 
  • Pressão no peito 
  • Queda da imunidade

Tratamento tradicional 

Seja consigo mesmo, com alguém ou na hora de pesquisar na internet, a pergunta é a mesma: depressão tem cura? 

A resposta depende de uma série de fatores, a começar pela busca de acompanhamento médico para que, a partir da identificação dos sintomas, sejam prescritos os tratamentos mais adequados. Mas, sim, é possível controlá-la e vencê-la. 

Entre os tratamentos considerados e apontados como mais tradicionais, destacam-se psicoterapia, a prática regular de atividades físicas e o uso controlado de medicamentos voltados para esse problema.

A psicoterapia busca ajudar o paciente a entender as causas e fatores do dia a dia que provocam a depressão, além de auxiliar na redução dos sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver essa patologia. 

Os exercícios físicos, quando praticados com frequência regular, ajudam o indivíduo proporcionando distração, convívio social e liberação de substâncias como endorfina e serotonina — hormônios responsáveis pela melhora do humor. 

Por fim, o tratamento medicamentoso sempre deve ser prescrito e acompanhado por um médico especializado, buscando encontrar medicação e dosagem corretas.

As orientações médicas devem ser seguidas à risca. Jamais deve haver automedicação, muito menos interrupção do tratamento. 

Medicamentos antidepressivos provocam uma série de efeitos colaterais com prejuízos à saúde física e mental. O uso incorreto pode causar:

  • Danos ao cérebro 
  • Dependência química 
  • Alteração da personalidade 
  • Sonolência 
  • Redução da consciência 
  • Diminuição da libido 
  • Intensificar os sintomas da depressão

Você vem sofrendo com um ou alguns desses sintomas? Faça uma consulta 100% online com um médico especializado em Cannabis medicinal clicando aqui

Tratamento com Cannabis medicinal 

Deve-se partir da premissa que a depressão não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento com Cannabis medicinal se tornou uma alternativa aos antidepressivos comerciais.

Os remédios adotados em tratamentos tradicionais costumam demorar de duas a quatro semanas para produzir efeitos relevantes em pacientes deprimidos. 

Uma pesquisa realizada em parceria entre cientistas da Universidade São Paulo (USP) e da Aarhus University Foundation, da Dinamarca, tem como objetivo buscar uma ação mais ágil, efetiva e permanente. 

Nesse estudo, foi observado um ótimo resultado do tratamento com CBD em ratos com sintomas de depressão, com uma atenuação dos sintomas depressivos identificada no mesmo dia, além da permanência de outros efeitos benéficos por até uma semana. 

As pesquisas com Canabidiol estão ligadas ao professor Francisco Silveira Guimarães, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP. Segundo ele, o Brasil é pioneiro no estudo do CBD, que, atualmente, está muito mais avançado do que 30 anos atrás, quando a substância começou a ser investigada no país. 

Sobre os medicamentos antidepressivos disponíveis no mercado, Guimarães aponta que até 40% dos pacientes não alcançam nenhum resultado com seu uso, mesmo seguindo todas as orientações e após tentativas que se arrastaram por diversos meses. 

Para Guimarães, este ponto revela a necessidade de se encontrar novas formas de tratamento, com melhor potencial terapêutico. 

A pesquisa foi realizada com ratos e camundongos selecionados por cruzamento para desenvolver sintomas de depressão. Durante os testes, foram analisados o comportamento de 367 animais ante situações de estresse. 

Os cientistas constataram que o CBD induziu efeitos semelhantes ao esperado de antidepressivos agudos.

A conclusão do estudo foi que o tratamento com Canabidiol provoca efeitos rápidos e sustentados, que permanecem por até sete dias após uma única administração.

Desde então, os resultados desse estudo têm viabilizado a investigação do comportamento que tais medicamentos podem ter no organismo humano. 

A partir disso, pesquisadores da USP puderam investigar outros mecanismos relacionados aos efeitos provocados pelo CBD em modelos animais de resistência aos tratamentos convencionais. 

Publicado em 2018 pela revista Progress in Neuro-Psychopharmacology and Biological Psychiatry, outro trabalho desenvolvido pelo mesmo grupo de pesquisadores aponta para a eficácia que o Canabidiol teria em pacientes que não apresentam reação à terapia convencional, quando administrada isoladamente.

Ficou demonstrado que o CBD facilita a transmissão de serotonina no sistema nervoso central, via neurotransmissores. De acordo Sâmia Joca, pesquisadora e professora envolvida no estudo, a combinação com doses baixas de antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, como a fluoxetina, provoca efeito antidepressivo notável. 

Diante desse resultado, os autores da investigação estimam que o Canabidiol apresenta potencial que favorece o efeito antidepressivo para estimular uma resposta mais rápida em comparação aos remédios tradicionais, e que, quando associado àqueles, demonstra capacidade de melhorar a resposta dos antidepressivos.

A importância de um acompanhamento especializado 

Para garantir a eficácia de um tratamento com Cannabis medicinal, é importante contar com um minucioso acompanhamento especializado. Apesar de ainda haver poucos médicos prescritores no Brasil, já existem centros de excelência com esse foco. Um deles é a Medicina In, onde você pode realizar consultas on-line com médicos especializados que poderão avaliar seu caso. Para agendar uma consulta, acesse o site.