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CBD apresenta eficácia no tratamento de dor crônica

Postado em 06.10.2021
dor crônica

Tratamento com Cannabis medicinal demonstra eficiência na redução do impacto da dor crônica, mal que afeta 60 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira do Estudo da Dor (SBED)

Índice 
O que é Dor Crônica?
Tipos e sintomas de Dor Crônica
Tratamento tradicional 
Tratamento com Cannabis Medicinal 
A importância de um acompanhamento especializado 

O que é Dor Crônica?

A dor é definida como uma sensação desagradável produzida pela excitação de terminações nervosas sensíveis aos estímulos dolorosos, sendo classificada de acordo com características como lugar, tipo, intensidade, frequência, difusão e caráter. 

Localizada em alguma parte do corpo, a dor costuma ser provocada por dano aos tecidos, como cortes, queimaduras ou inflamações, ou por meio de estímulos do sistema nervoso. Questões emocionais também podem influenciar a intensidade e a duração da dor em casos relacionados à ansiedade e à depressão, por exemplo. 

No caso da dor crônica, há controvérsias quanto ao tempo determinado para classificá-la: para algumas fontes, são três meses; para outras, seis. A única referência, independente do tempo, é a mesma: a persistência do incômodo provocado no corpo, no estado emocional, ou ainda em casos de doenças crônicas.

A dor passa de sintoma para doença quando se mostra conectada a disfunções no sistema nervoso, nas fibras nervosas da região afetada, ou mesmo a enfermidades crônicas, como artrite reumatoide, artrose, fibromialgia ou câncer. 

Tipos e sintomas de Dor Crônica

Os tipos de dor crônica variam conforme suas causas e a região do corpo afetada. É muito importante que um médico seja consultado, pois o tratamento mais adequado será direcionado com base na análise dos sintomas, além dos exames físicos realizados. 

  • Dor nociceptiva ou somática 

Esta variante de dor crônica aparece devido a uma lesão ou processo inflamatório dos tecidos da pele, interpretados como ameaça pelos sensores do sistema nervoso. Haverá persistência dessa dor enquanto não houver resolução da causa. 

Possíveis causas: corte; queimadura; pancada; fratura; entorse; tendinite; infecção; contraturas musculares. 

  • Dor neuropática 

Ocorre devido a uma anomalia no sistema nervoso, seja no cérebro, seja na medula, ou mesmo nos nervos periféricos. Pode haver o surgimento dessa disfunção na forma de queimação, agulhadas ou formigamento.

Possíveis causas: Neuropatia diabética; Síndrome do túnel do carpo; Neuralgia do trigêmeo; Estreitamento do canal medular; desdobramentos de um quadro de AVC (Acidente Vascular Cerebral); Neuropatias de causas genéticas, infecciosas ou causadas por substâncias tóxicas. 

  • Dor mista ou inespecífica 

Dor crônica causada por sintomas detectados na dor nociceptiva e neuropática, como também por causas desconhecidas. 

Possíveis causas: Dor de cabeça; Hérnia de disco; Câncer; Vasculite; Osteoartrose que pode atingir diversas partes, tais como joelhos, coluna ou quadril.

Tratamento tradicional 

O tratamento tradicional para a dor crônica envolve orientação multidisciplinar, com o uso de medicamentos para dor (analgésicos, antiinflamatórios, opioides e antidepressivos) e o acompanhamento de profissionais de diversas áreas da saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, acupunturistas e massagistas.

O uso de remédios deve respeitar os diversos graus de intensidade apresentados pela dor, ou seus “degraus”, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Analgésicos (Dipirona ou Paracetamol) e Antiinflamatórios (como Ibuprofeno ou Cetoprofeno) geralmente são prescritos quando a intensidade da dor é considerada leve. 

Quando a dor não apresenta melhora com os tratamentos anteriores, a medicação usada pode evoluir para opioides fracos, como Tramadol ou Codeína. 

No caso de dor intensa, sem sinal de melhora com os tratamentos anteriores, além dos analgésicos ou antiinflamatórios, há prescrição de Opioides fortes, como Morfina, Metadona, Oxicodona ou Fentanil transdérmico, por exemplo. 

Para o caso de alívio da tensão provocada nos estímulos nervosos, terapias alternativas são recomendadas para que seja melhorada a percepção corporal. 

  • Terapia cognitiva comportamental: abordagem da psicoterapia que pode ser muito útil para auxiliar no tratamento de dores em geral, principalmente por tratar situações de depressão e ansiedade.
  • Massagem: forma de tratamento indicada, principalmente, para dores musculares associadas a contraturas e tensão.
  • Acupuntura e agulhamento: forma comprovada que traz alívio para as dores do tipo miofascial, associadas a contraturas, osteoartrite e outras dores musculares crônicas.
  • Atividades físicas: praticadas regularmente, pelo menos três vezes durante a semana, costuma oferecer alívio a diversos tipos de dor crônica.
  • Técnicas de relaxamento: diminuem as contrações e melhoram a autopercepção do corpo.
  • Fisioterapia: terapia com calor local ou de reabilitação dos movimentos, apresenta melhoria de todos os tipos de dor.

Nos casos em que não há respostas satisfatórias aos tratamentos mencionados, neurocirurgiões, anestesistas ou ortopedistas realizam procedimentos cirúrgicos com o objetivo de corrigir alterações ósseas ou bloquear nervos responsáveis pela dor crônica.

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Tratamento com Cannabis medicinal 

O tratamento com Cannabis medicinal pode ajudar de forma significativa na redução da dor crônica, segundo um novo estudo realizado pela Escola de Medicina de Harvard e o Hospital McLean, de Boston (EUA)

Ao todo, 37 pacientes se inscreveram para participar da pesquisa, segundo informa o site Pain News Network. Esses voluntários padeciam de diversas variantes da dor crônica, como neuropatia, dor articular e artrite reumatoide. O grupo foi observado durante seis meses enquanto tomava remédios à base de Cannabis. 

Até então, os pacientes não haviam consumido aquela substância ou ao menos haviam deixado de consumi-la durante no mínimo um ano antes da pesquisa.

O estudo revela que, de maneira geral, quem consumiu Cannabis diariamente, durante seis meses, pôde experimentar avanços notáveis no estado de saúde. Eles relataram que passaram a sentir menos dor e ansiedade, bem como melhorias no sono e no humor. 

Além disso, houve redução de 13% a 23% no consumo de Opioides, depois de três e seis meses de tratamento com Cannabis medicinal, respectivamente. 

“Este estudo de pacientes de Cannabis medicinal com dor crônica proporciona provas preliminares de que o tratamento pode ser uma alternativa viável ou um tratamento complementar para ao menos alguns pacientes com dor crônica”, afirmou Staci Gruber, autora principal da pesquisa e professora associada de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard.

A importância de um acompanhamento especializado 

Para garantir a eficácia de um tratamento com Cannabis medicinal, é importante contar com um minucioso acompanhamento especializado. Apesar de ainda haver poucos médicos prescritores no Brasil, já existem centros de excelência com esse foco. Um deles é a Medicina In, onde você pode realizar consultas on-line com médicos especializados que poderão avaliar seu caso. Para agendar uma consulta, acesse o site.