Voltar

Alzheimer: como tratar uma doença sem cura?

Postado em 03.10.2021
Alzheimer como tratar

Neste artigo iremos falar sobre Alzheimer e como tratar essa doença sem cura, bem como quais são os tratamentos tradicionais e os benefícios da Cannabis Medicinal (CBD) para essa doença.

Causada pela perda progressiva e deterioração das funções cerebrais, como perda de memória e linguagem, o Alzheimer afeta 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% daqueles acima dos 85 anos

Muitos conhecem o triste cotidiano daqueles que já não conseguem realizar tarefas simples do dia-a-dia, ainda que sem nenhum impeditivo físico imediato.

O que veremos nesse artigo:

  • Os diferentes tipos de Alzheimer
  • Estágios da doença e seus sintomas
  • Tratamentos tradicionais
  • Tratamento com Cannabis Medicinal

Caracterizado pela deterioração das funções cognitivas, e do agravamento gradativo dessa condição ao longo do tempo, o mal de Alzheimer atinge pessoas idosas na maioria dos casos, afetando a qualidade de vida de forma considerável.

Além de provocar a perda de independência do paciente, outras funções cerebrais acabam sofrendo processo de deterioração, como perda de memória, linguagem e capacidade de raciocínio.

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), o Brasil possui 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, dentre as quais 6% foram diagnosticadas com a doença — 900 mil pessoas. 

Os diferentes tipos de Alzheimer e como tratar





O Alzheimer pode ser classificado em dois tipos: de início precoce e início tardio. 

Embora muito mais relacionada aos idosos, esta enfermidade pode ser detectada em pessoas entre 40 e 50 anos de idade.

Também conhecida como “Alzheimer precoce”, essa variação representa 5% do número total de casos diagnosticados da patologia.

O início tardio, por sua vez, é aquele que as pessoas têm mais contato, aparecendo após os 65 anos. 

Estágios da doença e seus sintomas 

Médicos e pesquisadores dedicados ao estudo do Alzheimer classificam a evolução do quadro a partir de fases.

Estágio Inicial

Esta fase costuma ser desconsiderada por parentes e amigos já que apresenta sintomas relacionados ao início do processo de envelhecimento, como:

  • Dificuldades de fala
  • Perda significativa de memória — especialmente dos acontecimentos recentes
  • Perda do senso temporal — confusão com horários ou dias da semana
  • Perda do senso espacial — se perde em locais familiares
  • Dificuldade na tomada de decisões
  • Falta de motivação
  • Mudanças de humor, depressão ou ansiedade
  • Oscilações emocionais
  • Desinteresse por atividades até então consideradas prazerosas

Estágio Intermediário

Aqui, os sintomas já se tornam mais evidentes e corriqueiros, e as limitações acabam se impondo ao dia a dia do acometido por Alzheimer.

  • Agravamento da perda de memória principalmente de eventos recentes e nomes de pessoas
  • Dificuldades no gerenciamento da vida financeira, com o esquecimento de senhas bancárias e do pagamento de contas
  • Incapacidade de realizar atividades domésticas — cozinhar, limpar ou ir ao mercado
  • Dependência absoluta de familiares ou outras pessoas
  • Incapacidade de cuidar da própria higiene pessoal (banho e vestuário)
  • Avanço nas dificuldades de fala
  • Agravamento dos problemas comportamentais, com oscilações emocionais, perguntas repetitivas, gritos e distúrbios de sono
  • Piora na perda de senso espacial — tendência a perder-se tanto na rua, quanto em casa
  • Alucinações

Estágio Final

Neste estágio, percebe-se a dependência total de supervisão de um familiar ou responsável, e é marcada por uma grande inatividade do paciente. Nesta fase, infelizmente, há intensa degradação tanto da parte física, como mental. 

  • Dificuldades para se alimentar
  • Incapacidade de estabelecer e manter comunicação
  • Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares
  • Dificuldade de compreensão sobre o que acontece ao seu redor
  • Dificuldades motoras e de locomoção
  • Dificuldade na engolir comida, água ou mesmo saliva
  • Incontinência urinária e fecal
  • Manifestação de comportamento inapropriado em público
  • Confinamento a uma cadeira de rodas ou cama

Alzheimer e como tratar tradicionalmente

O avanço da medicina permitiu que houvesse uma melhora considerável na qualidade de vida dos acometidos pelo Alzheimer, especialmente quando se atinge o “Estágio Final”.

No entanto, uma cura ainda não foi encontrada.

O que temos para combater a doença no momento é apenas uma maior compreensão de suas causas e o desenvolvimento de formas de tratamento. 

Entre os métodos tradicionais, destacam-se dois: farmacológico e não-farmacológico. 

Na esteira da busca por um medicamento que combata as causas do Alzheimer, médicos e cientistas vêm estudando a fundo as atividades cerebrais. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), acredita-se que parte dos sintomas decorra de alterações em uma substância presente no cérebro chamada de acetilcolina, que se encontra reduzida em pacientes com a doença. Um modo possível de tratar a doença é utilizar medicações que inibam a degradação dessa substância.

Nos últimos 30 anos, diversas drogas foram testadas. A primeira delas foi a fisostigmina, que apesar de ter apresentado melhora na memória, deixou de ser prescrita devido a uma série de efeitos colaterais. 

No Brasil, os medicamentos que atuam na preservação da acetilcolina, e que estão aprovados para uso nos casos de demências leves e moderadas, são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos).

De acordo com a Abraz, a prescrição de medicações varia conforme cada paciente, devendo haver amplo diálogo com o médico responsável.

“Teoricamente, a resposta esperada com o uso dessas medicações é uma melhora inicial dos sintomas, que será perdida com a progressão da doença, mas há evidências de que essas drogas possam estabilizar parcialmente essa progressão, de modo que a evolução torne-se mais lenta.”, afirma a entidade.

O tratamento não-farmacológico se baseia na realização de atividades com estímulos cognitivos, sociais e físicos com o objetivo de preservar as habilidades do paciente e manter a funcionalidade.

Os melhores resultados são apresentados quando há uma combinação desses dois eixos. 

Alzheimer e como tratar com Cannabis Medicinal (CBD)

A Cannabis medicinal vem como mais uma aliada no combate ao Alzheimer. Desde a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a venda de medicamentos à base de CBD (canabidiol), em dezembro de 2019, essa nova alternativa farmacológica vem despertando um grande movimento de procura por parte de familiares de pacientes acometidos pela patologia.

O médico generalista Aldo Deucher, em entrevista à Valéria França, do Blog Cannabis Inc., afirma que o Alzheimer é a principal patologia entre os pacientes que procuram seu consultório. Para Deucher, o motivo está na falta de opções de tratamento.

“A família dos pacientes procura a Cannabis medicinal porque é uma terapia que dá resultados positivos e rápido”, diz o médico. “É revolucionário. Não estou falando de cura. Eles continuam sendo pacientes com Alzheimer. Mas o quadro do paciente muda significativamente”, afirma.

Diversos estudos estudos in vitro e in vivo demonstraram que os canabinoides podem combater as seguintes características da doença: 

  • Estresse oxidativo, que acelera o processo de envelhecimento
  • Neuroinflamação, envolvida na progressão da doença
  • Formação de placas amilóides e emaranhados neurofibrilares, responsáveis por grande parte dos sintomas conhecidos do Alzheimer

O tratamento com CBD ainda pode ajudar a proteger e estimular a formação de novos neurônios no cérebro, proporcionar uma melhora de humor, apetite e sono, além de reduzir estresse, ansiedade e agressividade.

Estudos revelam que os canabinoides também ajudam a reduzir sintomas relacionados à demência, como distúrbios comportamentais.

Alzheimer e como tratar com um acompanhamento especializado

Para garantir a eficácia de um tratamento com Cannabis medicinal, é importante contar com um minucioso acompanhamento especializado. Apesar de ainda haver poucos médicos prescritores no Brasil, já existem centros de excelência com esse foco. Um deles é a Medicina In, onde você pode realizar consultas on-line com médicos especializados que poderão avaliar seu caso. Agende uma consulta para iniciar tratamento com CBD para Alzheimer